sexta-feira, 24 de julho de 2009

MEU GRÃO DE AREIA NESSE DESERTO BLOGOSFÉRICO (eu sei, o título tá uma merda!)

Andei olhando outros blogs.
Todos me parecem bem mais lúdicos.
Mais opções, funções e ferramentas.
Textos melhor redigidos, mais atraentes, suaves aos olhos do leitor.
Layouts mais refinados. Cores e traços harmoniosos. Visual conexo.
Mais informação, mais cultura, mais intelecto.
Conteúdo maior e melhor, e melhor disposto também.
Sem essas prolixias daqui, ou as ponderações intimistas, reflexivas e sem relevância.
Blogs bem mais visitados (eles medem as visitas - como fazem isso?).
Muito mais comentários.
Blogs que existem na web.
Nada comparado a esse "cu-de-mundo" que compus.

Então, de repente, ocorreu-me certa vergonha do meu blog.
Mas aí rapidamente me refiz.
Afinal de contas, nunca escrevi pros outros mesmo...
"Versos ofensivos de tão desconexos", lembra ô mané?
Se lerem e entenderem, bom pra eles!
Terão muito a crescer.
Porque eu cresço "by myself".
Não preciso existir pra fora.
Existo pra dentro, pra mim mesmo.
Esse blog é apenas o registro desse existir.
E um pretexto pra eu saciar outro de meus prazeres.

Pois eu gosto de escrever.
Gosto dos assuntos desinteressantes que me motivam a escrever.
Gosto de escrever sem saber muito bem sobre o que escrevo.
Sem saber muito bem como escrevo.
Não gosto de ler, gosto de escrever.
Intuitivamente assim, meio "de orelha", cheio de "aspas" mesmo.
Gosto do exercício da munheca forçando a Bic no papiro.
Gosto do barulho frenético das teclas.
Gosto de repetir palavras pra fingir uma poética que não possuo.
Gosto de ser cafona, contanto que seja puro.
Não me interesso por essa retórica dominante, a de ler muito pra ousar escrever.
Gosto de gugúizar.
Gosto de fazer o leitor "ficar boiando".
"Afinal de contas, o que esse bobo quis dizer?"
Mas eu gosto mesmo é de anime, futebol e videogame.
E foi graças a estes que descobri a Filosofia.
E digo pra vocês: a Filosofia é bem mais lúdica que os blogs pretensamente lúdicos, que eu por um breve momento perdi meu tempo invejando, oferecem por aí.

Fiquem com a vossa "intelectualidade".
Eu prefiro saber das coisas "burramente" mesmo...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

E-MAIL PARA O ANIMAX


Olá.

Sou um dos assinantes fiéis ao Animax. Por culpa de vcs, fãs do canal como eu são cada vez mais raros. Embora este seja meu primeiro contato com vcs, acompanho o canal desde seu lançamento, em agosto de 2005, na extinta Directv, à época a única operadora que disponibilizava o sinal no Brasil. Na verdade, eu era cliente Sky e assinei a Directv também, desde maio de 2005, apenas porque começaram os rumores sobre o lançamento do canal. Ou seja, tenho feito tudo por vcs, anônimo, sem que vcs saibam que eu existo. Assisti ao final dos trabalhos da Locomotion, passei em claro a madrugada da estreia do canal na contagem regressiva da Frente Aliada do Animé, pago sempre os pacotes mais caros das operadoras; enfim, sou fã contumaz, assíduo, apaixonado, bom consumidor, fiel. Tudo o que vcs desejam ter pro canal.

Mas, de lá pra cá, muita coisa mudou dentro do meu coração em relação a vcs. Confesso que os rumos que o canal tomou nos últimos 18 meses têm me deixado bastante desapontado. O produto que vocês lançaram em maio de 2008, com o nome de "Animax 2.0", repleto de atrações não-anime, revoltou o grupo que acompanhava frequentemente sua programação, sem sequer retornar grandes resultados pra vcs. Foi uma proposta de renovação por parte de vcs, eu entendo, mas parece que hoje esta proposta está falida, não?

No entanto, ao contrário da maioria dos revoltosos, meu desânimo não é por causa da frustração de não ter um canal 100% anime. Tenho outros motivos, os quais descreverei abaixo, motivos estes desconhecidos por vcs, já que ninguém comenta sobre isso pelos blogs da vida. Porque reclamar do conteúdo dublado, todo mundo reclama. Mas pra mim é ótimo, é um sonho feito real, espero que vcs continuem a dublar. Sou fã antigo, da época da rede Manchete, tenho preferência por animes dublados. Reclamar da programação anglo-saxônica, apelidada pelos fãs de "Eixo do Mal", também é recorrente. Só que eu entendo o lado de vcs. Por que não, aproveitar um espaço que era morto com reprises, com uma programação que poderia atrair mais audiência e anunciantes? Afinal, alguém tem que pagar a conta do canal, né?

Pena pra vcs que deu errado. Na época do lançamento das séries americanas, seria bem melhor se vcs reexibissem alguns daqueles animes antigos que vcs tiraram do ar. Até porque, foi na época do lançamento do "Animax 2.0" que o canal passou a operar com a Net, aumentando sua abrangência. Muitos assinantes atuais do Animax, fãs de anime, não puderam assistir dezenas de séries exibidas no passado. Que tal então retransmiti-las? Teriam todas um caráter ineditista. É uma idéia simples, ainda não explorada. Acho que vcs só não fazem isso por causa do encerramento dos contratos. Mas me digam: seria tão caro assim renovar o contrato de séries de excelente qualidade? O retorno não valeria a pena? É tanta coisa boa pra reeeditar: Lain, Arjuna, Saber Marionettes, DiGiCharat, Galaxy Angel, Ran the Samurai Girl, Nadesico, Initial D, .Hack, Hungry Heart, DNA2, Last Exile, Wolf's Rain, Tsukihime, Vandread, Gantz, Scryed, Dear Boys, Fumoffu, Noir, Kurumi, Saikano, M.S. Loki, Heat Guy J, Milk-chan, Twin Spika, Excel Saga...

Além dessa proposta de reprisar as séries que o povo da Net não pôde assistir, tenho uma reclamação grave a fazer: MELHOREM A QUALIDADE DO SINAL DE AÚDIO E VÍDEO!!!!!! É um porre ficar ouvindo estalos constantes no som (o defeito que eu mais odeio, já ocorre há mais de dois anos, sempre me pega de surpresa), eventual áudio em espanhol e japonês SEM legendas, ver capítulos com cenas cortadas, capítulos inteiros não exibidos ou fora da ordem, reprises intermináveis apenas da segunda temporada das séries (um absurdo: repete da metade até o fim, não passa o início), imagem quadriculando, imagem com manchas e interferências das mais variadas espécies, etc..

Lembrem-se que o Animax defende a marca Sony pra um público que é muito importante pra essa empresa: os consumidores de eletroeletrônicos. A Sony é aclamada no mundo todo pela alta performance tecnológica de seus produtos eletrônicos, como videogames, televisores e DVD players. Já pensou se essa imagem fica arranhada porque os canais do grupo não acompanham essa qualidade? Mas é isso mesmo que tá ocorrendo!!!! A imagem e o som do canal Animax não é nem sombra do que foi nos primórdios, em 2005. Na boa: a transmissão de vcs, há quase dois anos, está UM LIXO!!! Não é padrão Sony de qualidade. Ou é??? Porque se for, paro de comprar tevê e playstation de vcs rapidinho!!!!

Enfim, basicamente, é essa minha opinião sobre vcs. Espero que vcs repensem seu trabalho, buscando sempre melhorar, pra satisfazer a nós, clientes e consumidores. Sem nós fãs de anime, o Animax não é nada. Não adianta transformá-lo num novo "boomerang", que a resposta do público será igual ao desastre que ocorreu com a Turner: perda do público outrora fidelizado sem agregar qualquer valor novo. A Sony não quer ser uma nova Turner, eu presumo. Ela quer ter o sucesso da Disney, espero. Então, considerem com bastante carinho as demandas desse público que sempre foi próximo a vcs, mas que, de tanto desgosto, pode irremediavelmente lhes virar as costas. Certo?

Não esqueçam de responder a esta mensagem. E pelo amor de Deus: salvem o meu querido Animax!!!

Alsan Matos
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Listarei abaixo minhas propostas e reivindicações:

1. Manutenção da dublagem, para a versão brasileira, de todo o conteúdo animê do canal. Se possível, abrir uma opção com as mesmas séries no som original e legendas, para agradar os fãs que não gostam de dublagem. Fazer dos dois jeitos: dublado e legendado. Só com isso, a audiência iria triplicar.

2. Extinção ou diminuição drástica do conteúdo não-anime (Eixo do Mal: Spaceballs, Blood Ties, Middleman, Distraction, Lost, TV Shopping e Reciclo).

3. Reduzir a quantidade de reprises, mas mantendo-as. O ideal é que TODAS as séries tenham APENAS uma reprise - não fica cansativo nem fica sem reprisar, afinal elas são úteis. Não cometer erros como o do "R.O.D", que não tem uma reprise sequer durante a semana.

4. Reformular a grade do canal, com blocos específicos dos diversos estilos de anime. Exemplo: de manhã, blocos "shoujo" e "infantil"; à tarde, blocos "de comédia", "esportivos", "shounen" e "tokusatsus"; à noite, longas de anime e séries "mechas", "cyberpunk", "cults" e "doramas"; de madrugada, "hentais" e reprises variadas; nos fins-de-semana, reprises da semana, atendendo ao público que trabalha e estuda durante a semana; eventualmente, cobertura de eventos estrangeiros e nacionais; além de um programa semanal de clipes de J-music e outro sobre "anime-games".

5. Rodízio constante entre as séries. Quando uma finalizar, estrear uma nova ou reprisar uma que esteja "na geladeira". Evitar infinitas reprises da mesma série. Reexibir constantemente TODO o portfólio do canal, não apenas as séries mais recentes. Vcs tem mais de 80 séries de animes, não é possível ficar perdendo tempo com 60 séries encalhadas enquanto 20 são reprisadas durante anos! Não cometer erros como Lain, que foi exibido apenas uma vez, ou como Full Metal Alchemist, que há mais de quatro anos é exaustivamente reprisado.

6. Estrear animes que tenham seus mangás lançados no Brasil. Vcs aproveitam as iniciativas do mercado editorial brasileiro, sem fazer esforço. É óbvio que quem compra o mangá quer ver a série animada também, ora...

7. Melhora brutal na qualidade técnica do sinal de áudio e vídeo do canal. Em tempos de HDTV, o sinal de vcs é ridículo!!!

8. Responder este e-mail de forma clara e comprometida, afinal sou cliente fiel de vcs, mereço respeito.

9. Trabalhar esse canal com o carinho e amor que nós fãs sempre dedicamos a ele.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O GLADIADOR


O gênio do Kléber pode até ter brecado a ascensão meteórica de sua carreira, mas, parafraseando o "galvanista" e óbvio Décio Lopes, "nada substitui o talento". Nem mesmo a cordatez substitui o talento.

Em tempos de Cacá, clichê do "bom-moço-de-família-trabalhador-dedicado-e-comprometido-com-a-carreira", vemos nossa saudade de jogadores com "cojones" (como diria El Pibe) saciada com esse fantástico Kléber; admiro ele desde os tempos de SPFC.

Almir Pernambuquinho, Garrincha, Edmundo, Romário, Reinaldo, Renato Portaluppi, Neto, entre muitos outros. Todos marrudos, folgados, posudos, preguiçosos com treinos e compromissos profissionais. Todos geniais, decisivos, nascidos com um talento nato que os bons moços dão um duro danado pra aprender.

Kléber é dessa linhagem, tão fora de moda no futebol-tecnocrata dos tempos atuais. Embora seja um péssimo exemplo de cidadania aos seus jovens fãs, convenhamos que é um cara que resolve em campo, não só pela técnica e agilidade, mas também por levar o jogo pra esse lado mais psicológico, por minar a saúde mental dos rivais (e às vezes até a de si próprio).

Kléber é daqueles que apimentam o jogo, que envolvem a gente naquele clima de competição, que acendem o confronto e o ascende a uma condição maior, de confronto para "conflito".

Kléber é daqueles que nos instigam a xingar muito com uma partida de futebol. Pergunto: qual de nós não ama o futebol exatamente por ser uma catarse, uma fuga pra liberarmos o estresse do dia-a-dia? Quase todos nós, eu presumo.

Kléber é a ignição desse processo. Ele é seboso, mas é apaixonante vê-lo em campo. Que me perdõe os bons garotos, mas pra mim, futebol é "pra macho".

Kléber é o cara! Que saudade dos "caras!".

domingo, 31 de maio de 2009

DECISÃO DA FIFA SOBRE AS 12 CIDADES-SEDES DA COPA DE 2014

Seu Blatter agredindo minha inteligência, foi o que mais me irritou.
"Só foi utilizado critérios técnicos e desportivos na escolha das sedes" Ah tá bom então!!!!
Deu pra perceber q os critérios foram somente dois: o potencial turístico, e prometer estádio novo.

Reformar estádio, segundo a FIFA, tá fora de moda. Copa moderna tem que ter estádio novo.
Sabemos q é uma grande bobagem. Do que adianta estádio novo pra ninguém jogar nele depois?
É onde mora o erro em selecionar sedes como Cuiabá, Manaus e Brasília.
Muito investimento pra equipamentos desportivos que não serão utilizados depois.

Nada contra as cidades e seus respectivos povos (apesar que de Brasilia eu não gosto mesmo).
Mas sou mais o Mangueirão com Remo, Paysandu e 30 mil pessoas dentro, q gastar 500 milhoes num estádio em Manaus.
Belem é mais turistica também, mas perdeu porque foi correta com seu contribuinte. Pensou no bolso do povo.
Mais uma triste mensagem às nossas crianças: que pra se dar bem no Brasil, vc tem que ser irresponsável.
Principalmente com a conta que vc faz, mas os outros é que pagam. Aí metam a mão mesmo, viu crianças?
(Sou brasileiro e não desisto nunca... de me decepcionar em ser brasileiro)
"Em Manaus a gastança será farta, logo corramos pra lá faturá um caraminguá", pensou dona Fifa e seus asseclas.

Goiânia perdeu pelo mesmo motivo, e piorou por ser uma cidade morta, sem opções turisticas ou de lazer.
Tem um futebol pujante, é ótima pra morar, mas não é perto do pantanal.
"Então que seja: façamos um penico de 500 milhões pras garças cagarem lá em Cuiabá." Assim fala a dona Fifa.
(Embora no caso de Cuiabá, a tragédia foi pouca. Se fosse pra Campo Grande seria bem pior. Os cuiabanos ao menos são hospitaleiros)

Ironicamente, a única sede que propôs apenas reforma do estádio e foi escolhida, é a única que tinha a obrigação de derrubá-lo: Salvador.
A Fonte Nova é um nojo, é um caso de segurança pública mandar jogos lá. Mas o que que a Bahia tem?
É óbvio que Salvador só foi escolhido por ter sido "antiga capital" e porque os gringos querem beijar muito em micareta também.
Ou seja: tem que ter fuzuê, tem que ter maculelê, tem que ter jabaculê, tem que ter sei lá o quê, alguma tem que "tê", pra ser sede de copa do mundo.

A copa do mundo virou um evento tão grande, que tem de tudo! Até futebol. Mas será que hoje em dia alguem repara nisso?

Alsan

PS: FIFA - Federação Internacional das Festas Arranjadas.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

FILOSOFIA SOBRE OS BICHINHOS


Ao longo da história, o ser humano se descobriu como um ser social. No entanto, as diferenças entre as pessoas causam em seu íntimo a sede de conflito, o desprezo e a solidão. Então o homem, razoavelmente, fecha-se em seu próprio ego para se defender dessas agressões externas. Cada vez menos encontra, em outro alguém, o reflexo de alma pura e singela dos seus tempos primeiros. É aí que surge, em sua presença, os animais.

Com os bichos de estimação, o ser humano busca emular-lhes a vida sem os vícios impostos pelo convívio em sociedade, tão fria e racional. Neles vê-se sinceridade; se eles gostam de você, derretem-se em folguedos, e caso não gostem, avançam com ferocidade. Através deles, acha-se a resposta última para a maior das perguntas: qual o justo motivo para a vida, afinal?

Vive-se tão somente para comer, dormir, foder, fazer cocô, e no final, serenamente morrer. Vive-se por viver apenas. A existência explica-se em si mesma, não há razão para as complexas ponderações reflexivas que por vezes oprime a alma humana. Os animais são o mais franco exemplo de como tudo na natureza é simples, fácil e bom. São eles que indicam o caminho nosso para a paz plena.

Faça como o seu bichinho. Siga os seus instintos. Resolva-se em si mesmo. Interaja com a natureza em harmonia, pois dela viemos e, enquanto existirmos, dela sempre faremos parte.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

DESVENDANDO NIETZSCHE


Refletindo um pouco mais sobre o texto abaixo, percebi que é irreal a solução final que realizei. Ao idealizar a "felicidade coletiva", no fundo prevalesceu em mim a bitolante formação católica que tive dentro de casa. Embora a retórica soe muito bonita, e por mais cintilante que surja aos olhos tal cenário, no final das contas é perda de tempo crer em altruísmo coletivo. O egoísmo é inerente à natureza humana, e o ser humano se horroriza quando percebe o seu potencial para a torpeza.

Estranho é que ultimamente, e cada vez mais, tenho sido remetido à reflexão sobre o egoísmo. Justo neste momento da minha vida pessoal, em que tenho agido de forma tão egoísta com as pessoas que me amam. Por exemplo, veja o que aconteceu hoje.

O fato é que hoje, me flagrei no "Wikipedia" pesquisando sobre a palavra hedonismo. E, de link em link, cheguei em Nietzsche. Descobri apenas hoje esse camarada: sou mau leitor, admito. Embora eu seja curioso sobre Filosofia, minha má vontade em tentar ler um livro sempre foi mais forte que a curiosidade. Preguiça é uma merda, povo!

Mas lendo um pouquinho sua resumida biografia, me identifiquei assustadoramente com o cara. Eu vou procurar saber um pouco mais, mas parece que as minhas ponderações sobre o meio externo, meio que instintivas, meio que nascidas comigo; na verdade um figura do século XIX já tinha postulado sobre. Sinistro, não?

Destaco uma frase do bôlha, e vocês se aproximarão do que eu sinto: "Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar." Eu é quem devia ter dito isso, esse sentimento é todo meu, mas... foi o famoso Nietzsche que falou. Se eu soubesse, já tinha lido "Assim Falou Zaratustra" há mais tempo...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

FELICIDADE: INDIVIDUAL OU COLETIVA?

(Este texto foi redigido por mim em 03/08/2008, por ocasião do processo seletivo para o IESDE)

O conceito geral de felicidade indica para o estado de espírito no qual o indivíduo sinta-se realizado com suas próprias ações e com os fatos que ocorrem em sua própria vida. A felicidade se caracteriza por sensações de prazer, satisfação, humor, etc.; ou seja, é tão abstrata que o seu conceito torna-se relativo: cada indivíduo tem, em seu íntimo, sua própria visão do que é “ser feliz”. Óbvio que estas divergências de opinião geram conflitos nas relações sociais, e a luta pela felicidade a qualquer preço, entranhada na consciência coletiva, piora esse cenário. Esse é o ponto do meu argumento.

Têm pessoas que são felizes maltratando as outras. Há também aquelas que não gostam dessa atitude, no entanto usam de tal ferramenta para alcançar seus objetivos. Nem sempre a felicidade está associada à culpa e ao remorso, e como a felicidade tem esse caráter individualista, em muitos casos a busca egoísta pela felicidade é nociva à coletividade, causando sofrimento e desconfiança entre as pessoas.

Felicidade é para todos de fato? Creio que a felicidade só será para todos quando todos a buscarem juntos, com altruísmo e entrega para com os outros. Se todos evitassem causar ao próximo aquilo que não gostam que lhes causem, já seria um bom começo.

Pra você alcançar sozinho a felicidade, eu sei lá... Pega uma arma e atira no vizinho. Pratique sexo promíscuo. Assalte um banco. Eu não sei o que passa pela tua cabeça... Mas, para nós alcançarmos a felicidade, é devido respeitarmo-nos mutuamente. É devido evitarmos conflitos e ofensas morais ou físicas. É devido sermos gratos por estarmos vivos, coexistindo uns com os outros, e com a natureza. A felicidade é única, não há várias felicidades. Somente haverá felicidade para todos, se todos os seres humanos forem unidos. Todos sendo um só farão a felicidade para todos.

segunda-feira, 24 de março de 2008

SEMPRE O EXCLUÍDO


Desde pequeno sempre percebi que eu era um tanto diferente das outras pessoas. Isso logo mostrou-se um fato concreto, não apenas conjecturas infantis. Alguns bajulavam meu dito intelecto privilegiado, outros se enervavam com meu suposto pedantismo; a verdade é que nunca fui como a maioria. Sempre fui excluído, tido como um exemplo ou como um estorvo.

Logo desenvolvi uma defesa a esta ingerência dos outros na minha vida social, criando inconscientemente uma redoma, dentro da qual só eu e as coisas que dou valor teriam relevância. Criei meu mundo interior, dele sou deus e seleciono os poucos santos escolhidos para desfrutar da minha magna companhia: enfim, virei o jogo. Passei a excluir antes de ser excluído. O mundo exterior não mais importava, eu tinha o meu mundo interior pra desvendar. Assim surgiu IyashinDokuma.

Tive recentemente meu perfil excluído do Orkut. O motivo da exclusão não me importa muito, vejo que foi bom isso acontecer. A partir de agora, vou me comunicar apenas através desse blog. Não farei um novo perfil, sou muito importante pra ficar mendigando um espacinho naquele "cyber-antro".

Aqui eu vou postar imagens não autorizadas de personagens de anime sim, aqui eu vou postar imagens pornográficas sim, aqui eu vou bater em falsos ídolos do esporte sim, e se me excluírem aqui também, saibam que uma voz como a minha jamais se cala, tem sempre o que a perpetue. Em algum lugar minha voz sempre vai ecoar.

Eu sou o que sou, e sempre serei o excluído desse mundo imundo de vocês mortais. Eu tenho muitas coisas belas pra desvendar. A mediocridade não me acompanha, nem o medo de ser o altivo companheiro solitário de mim mesmo.

Firme e forte, peito aberto contra o vento, altaneiro e voraz singrando à luz!

terça-feira, 18 de março de 2008

NOVIDADES DO ANIMAX


Molecada, fiquei doido quando vi!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O Animax completa 3 anos em agosto, e como de costume, nessa época eles lançam os novos animes... eles andavam quietinhos, mas se liga na "modesta listinha":

os fodásticos:
> EVANGELION, redublado (um clássico que foi a “red pill” de muita gente boa – a minha foi Akira, sinto por vcs);
> BLEACH (uma espécie de Naruto mais adolescente, só que muito melhor – se liga no personagem principal, Kurosaki Ichigo, e a versão maligna de si mesmo: muito foooooooooda);
> DEATH NOTE (líder na TV e cinemas há um dois anos no japão – tema bem adulto sobre um colegial que assasina vilões usando o poder místico de um caderno de notas (Kira ou Raito é o nome dele), e suas desventuras contra um astuto detetive que o investiga (o codinome deste é L – é modinha em eventos fazer cosplay de L, ele anda curvado com franja negra e olheiras, lembra o Yagami Iori de KoF);

os bem conceituados:
> xxxHOLIC (de autoria do grupo CLAMP, que fez Sakura, Rayearth, Tsubasa Chronicle, X TV, etc.);
> JIGOKU SHOUJO (ou Hell Girl, é um terror que lembra "Ringu" – na minha opinião é até mais pertubador);
> R.O.D. (Read or Die – lembra Cowboy Bebop, é um clássico pra mim, assisti muito em eventos);
> FATE STAY/NIGHT (bombado no japão, não sei como é, nunca vi);
> MUSHISHI (já vi, é anime mais pra otaku hardcore tipo eu – o tema é meio metafísico, fala dos duendes da floresta na mitologia shinto, lembra muito Arjuna e o papo de preservação da natureza);
> MONKEY TYPHOON (ou Asobotto Senki Goku – já passou nas madrugadas da Cartoon, tem uma OST ótima, com músicas da BoA, Move, e outros J-Pop Stars consagrados - o desenho é uma releitura da lenda Saiyuki, que inspirou vários animes, entre eles DBZ);

outros:
> LEGEND OF BLUE (já estreou);
> BLACK CAT;
> BOKURANO;
> SOLTY REI;
> HUMANOID MONSTER BEM;
> BLACK JACK; e
> 009-1.

total: 16 estréias

Tudo dublado, como os antigos otakus como eu gostam. Sou tãããããããããããããããããããããããããããããão feliz... não me sinto assim desde o bloco US Manga da extinta Manchete! Enquanto houver o ANIMAX, há esperança no futuro da J–Culture no Brasil.

Abraço.

domingo, 16 de março de 2008


Inicio, nesta nova fase, um novo diário nada diário de tempos atemporais em minha vida. O objetivo deste espaço é tornar público minhas opiniões sobre os mais variados assuntos, sejam fúteis ou íntimos, vulgares ou densos. A quem interessar a leitura, solicito que comentem. Eu quero o debate austero; debater comigo mesmo mostrou-se desgastado...

Aproveito este 1º post pra me apresentar com uns versos "ofensivos de tão desconexos", como diria o outro. Assim caracteriza-se Ele, IyashinDokuma, o dono da única verdade relevante: a minha! (ainda que seja digna de vossas réplicas)

Abaixo, os versos que me definem:



THE SOUL ESTABLISHMENT: DENSETSU JYUUSAN
(Nov/2006)

Iyashin Dokuma
Pensado Futilismo
Indolente! Dolce Far Niente
Escrever Sem Escrever
El Brujo De Los Signos
Personality: Song For The One
Não Dou Moral Pra Puta
Autismo Consciente E Esclarecido
Kokoro No Hadaka
And They Say Silver, I Choose Gold
Hikikomori Akibakei
O Obscuro Observador De Tudo
Akuji. Yugami Katachi Wo...